Gestão de ativos aplicado em plataforma de petróleo
Título do artigo:
Gestão de ativos aplicado em plataforma de petróleo
O desenvolvimento do protocolo HART nos anos 80 possibilitou que além de buscar as informações de medição dos instrumentos do campo, outras variáveis destes também pudessem fazer parte da base de dados utilizada para a tomada de decisão nas plantas industriais. Porém foi com a difusão das redes de campo, como por exemplo, o PROFIBUS, que o gerenciamento de ativos passou a um novo patamar tecnológico de qualidade com a possibilidade de integração dos vários instrumentos gerenciados através destas redes. Desta forma as informações disponíveis nos instrumentos podem ser acessadas através das estações remotas onde os mesmos estão instalados.
Nas plantas industriais, podendo ser citadas as plataformas de petróleo entre elas, a difusão das redes de campo é cada vez maior. As novas tecnologias de gerenciamento de ativos permitem de forma fácil e transparente aos usuários a integração de diferentes tipos de redes em diferentes níveis, de forma que toda a planta possa ser acessível através de uma central. Assim a integração de instrumentos com protocolo HART com remotas PROFIBUS é possível e difundida. A base instalada atualmente de redes de campo pode sofrer atualização, para facilmente acessar as informações dos ativos nos níveis mais baixos da planta.
Contando com a evolução dos softwares de gerenciamento de ativos de forma a maximizar as características das diferentes redes e explorando a velocidade e a complexidade de algoritmos disponíveis nestes, a integração entre instrumentos, redes de campo e softwares possibilitam funções como configuração remota, informações para comissionamento, manutenção preventiva e preditiva, agendamento de funções e otimização de processo, como nos casos em que os instrumentos possuem controle (laços fechados) integrado.
Este artigo apresenta a automação de uma plataforma de petróleo da Bacia de Campos na qual uma arquitetura HART sobre PROFIBUS é utilizada para gerenciamento de ativos de dois dos subsistemas automatizados. A arquitetura possibilita disponibilizar as informações das dezenas de instrumentos deste sistema da planta de forma centralizada em uma estação de manutenção preditiva onde são analisados os comportamentos de ativos e onde são tomadas as decisões de forma a maximizar a disponibilidade do sistema e a vida útil da planta e dos equipamentos presentes nela. A crescente necessidade de melhorar a produtividade, a qualidade de produtos e a satisfação dos clientes têm popularizado vários métodos e técnicas que visam melhorar a confiabilidade e a robustez de produtos e processos (inclusive a automação), ou seja, aumentar a probabilidade de um dispositivo desempenhar sua função de forma contínua.
DADOS DOS AUTORES
Rafael Lima
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Leonardo Sebaje
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Alexandre da Silva Ingrassia
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Rafael Morello
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